Jejum Intermitente guia para iniciantes Roberto Alencar

Jejum Intermitente e o MITO de comer de 3 em 3 horas

Neste artigo quero falar um pouco sobre “Porque deixei de Comer de 3 em 3 horas e comecei o Jejum Intermitente”. Antes de iniciar o jejum intermitente procurei me informar sobre o assunto e saber se de fato existia ou não fundamentos sobre comer de 3 em 3 horas  e porque fazer jejum intermitente.

 É impossível entrar em uma academia ou mudar os hábitos alimentares com intenção de emagrecer sem ser orientado com o famoso jargão que para você emagrecer e manter o metabolismo acelerado tem que “comer de 3 em 3 horas”.

Digo isso por experiência própria, pois já entrei em academia e mudei os hábitos alimentares com intenção de emagrecer e foi neste ambiente que mais ouvi o grande oráculo “você precisa comer de 3 em 3 horas”.

Mas se você quer emagrecer porque então tem que ficar comendo tantas vezes ao dia? Estranho isso não acha? A indústria de alimentos adora ver essa ideia disseminada, pois assim eles faturam mais e mais.

 Eu vivi com essa mentalidade de comer de 3 em 3 horas durante 4 anos e gastei muito dinheiro com isso e só depois de conhecer o jejum intermitente consegui compreender que na realidade comer de 3 em 3 horas é a mais pura enganação e como disse só é benéfico para indústria de alimentos.

Vamos aos fatos para que possamos entender que comer de 3 em 3 horas é um mito.

Iremos aqui derrubar esse “mito” apresentando uma análise de vários estudos sobre o assunto.

Um estudo realizado por um conceituado jornal Britânico de Nutrição concluiu o seguinte: Uma revisão detalhada dos possíveis mecanismos para explicar uma vantagem metabólica de se comer mais frequentemente (como de 3 em 3 horas) falhou em revelar qualquer benefício significativo em respeito ao gasto calórico. Finalmente com a exceção de um único estudo (com bastante pontos de falha) não existe nenhuma evidência que a perda de peso em uma dieta hipocalórica seja alterada devido a frequência das refeições.

Outro estudo sobre o tema publicada em 2009 chegou à conclusão que as limitadas evidências disponíveis sugerem que não existe nenhuma associação entre a frequências das refeições e o peso ou saúde, tanto em relação ao emagrecimento quanto mantenimento de peso ainda com uma possível associação inversa entre frequência e gordura. Isso quer dizer que quanto mais frequentemente você come mais gordura você tende a ter.

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Estudo de caso com 11 Mulheres Obesas

Outro estudo demolidor do mito de comer de 3 em 3 horas foi feito em 2015. Este estudo realizou uma comparação muito interessante.

O estudo reuniu 11 mulheres obesas que foram randomizadas em 2 grupos, ambos com a mesma quantidade calórica sendo que um grupo comeu apenas 2 refeições ao dia e o outro grupo realizou 6 refeições ao dia, ou seja, o segundo grupo comeu de 3 em 3 horas.

 No final do estudo o grupo de 6 refeições perdeu uma média de 1.9 kg de peso, enquanto que o grupo que realizou 2 refeições eliminou uma média de 2.8 kg, ou seja, 33% a mais em 2 semanas apenas. Esse estudo de caso deixou muito claro que a ideia de comer de 3 em 3 horas é de fato um mito e que o jejum intermitente teve um resultado muito positivo.

Outro notório estudo realizado em 2014 e publicado pelo conceituado Jornal Nutrition sobre o assunto concluiu o seguinte: Os achados dessa revisão indicam que há incerteza na literatura quando interpretando uma frequência de refeições ótima para tratamento de obesidade onde uma redução nessa frequência pode até mostrar efeitos mais favoráveis no perfil lipídico de indivíduos obesos comparando-se com o aumento dessa frequência.

O que o estudo está afirmando é que uma menor frequência de alimentação gera mais benefícios que uma maior frequência. Vários estudos mostram que não há benefícios extras de emagrecimento ao se comer de 3 em 3 horas. Podemos concluir por meio de estudos científicos que essa ideia disseminada de comer de 3 em horas não tem nenhuma evidencia cientifica. Por isso faço questão de colocar aqui para você as evidencias cientificas para desconstruir este mito, pois para implantar mitos não é necessário evidencia cientifica, mas para desconstruir sim.

Agora que o mito de comer de 3 em 3 horas foi quebrado falaremos dos benefícios do jejum.

Quando estamos em jejum damos folga para nosso corpo metabolizar os lixos tóxicos dele, se reciclar, se refazer. Se comemos de 3 em 3 horas isso não acontece e nosso corpo não tem folga para processar os alimentos, não tem folga para se reconstituir e se otimizar.

Jejum Intermitente e o MITO de comer de 3 em 3 horas

NOBEL DE MEDICINA AFIRMA: JEJUM É MUITO MELHOR DO QUE COMER DE 3 EM 3 HORAS

Ficar em jejum é tão importante que o japonês Yoshinori Ohsumi ganhou prêmio Nobel de Medina de 2016 por estudar mais sobre a autofagia que é o mecanismo que acontece exclusivamente quando você não está se alimentando. A autofagia está relacionada a longevidade, saúde, fortalecimento do sistema imunológico e várias outras coisas.

 Isso tudo só é possível quando você está em jejum, quando seu corpo pode se otimizar e reconstruir, otimizar as organelas as células mortas e se desfazer dos lixos e realmente se fortalecer por si só.

O grande Médico e Filósofo Hipócrates  já ensinava que o jejum é o melhor dos remédios, logo comer de 3 em 3 horas deve ser a pior das indicações possíveis.

Outra coisa bastante interessante é que até pouco tempo atrás a população costumava se alimentar 3 vezes ao dia. Na década de 1970 era comum as pessoas se alimentarem apenas 3 vezes ao dia sendo café, almoço e janta. Isso por só já propiciava um jejum automático de no mínimo 12 horas ao menos 1 vez ao dia que é quando você dorme e acorda da janta ao café.

Hoje podemos constatar que a maior parte das pessoas comem mais vezes seguidamente em média 5 refeições ao dia e as vezes até mais, por isso hoje o número de pessoas doentes e obesas aumentaram exponencialmente no mundo inteiro, principalmente no Ocidente.

Podemos notar que na história da sociedade esse fenômeno de comer várias vezes ao dia é uma coisa muito nova. Nunca na história do ser-humano foi assim como está sendo nos últimos 30 anos, nunca houve tantos obesos, diabéticos e vários problemas de saúde como hoje.

Nossos avós e nossos pais não foram criados assim, eles tinham um período em que não comiam e não viviam de lanchinhos, pois não havia este tremendo mito estupido sem embasamento cientifico que traz mais problemas que vantagens.

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Jejum Intermitente é benéfico e é capaz até de revivificar células ruins.

O que podemos perceber é que o jogo virou.  Especialistas estão indo na contramão de que comer de 3 em 3 horas é a forma correta de se alimentar.

O jejum intermitente está ganhando grande destaque atualmente, inclusive Dr Lair Ribeiro e Dr. Uronal Zancan falam muito bem sobre ficar em jejum.

O chefe do Laboratório de Neurociência do Instituto Nacional de Envelhecimento e professor na Universidade Johns Hopkins Mark Mattson, foi muito adiante e evidenciou em uma das palestras do TEDx que, além de não causar danos a nossa saúde, ficar muito tempo sem se alimentar pode trazer vantagens extraordinárias ao nosso cérebro!

Segundo Mattson, as vantagens do jejum podem ser comparadas as vantagens que a prática de exercícios físicos traz ao corpo humano.

Dentre muitas pesquisas feitas por Mattson e toda sua equipe foi constatado que a restrição alimentar e calórica amplia a produção de fatores neurotróficos que causam o crescimento de neurônios, aperfeiçoando a ligação entre eles e dando mais força para as sinapses.

 

Mas como assim?

É simples, quando você está com fome e não se alimenta seu cérebro entra em um estado de alerta, ficando mais ativo e começa a desencadear reações para se adaptar a essa realidade. Agora quero que pense um pouco no Leão e reflita. Quando ele está mais ativo? Quando está atrás da caça (em jejum) ou quando está saciado com a caça (com o estomago cheio). Basicamente é a mesma coisa que acontece com qualquer animal quando passam por longas horas ou até dias em jejum atrás da caça – afinal, somos animais também.

Segundo Mattson, uma dessas reações de adaptação realizadas pelo nosso cérebro no tempo em que estamos em jejum é o aumento da produção de mitocôndrias nos neurônios. Essa mudança faz com que a habilidade dos neurônios de se ligarem também aumente, o que acaba causando uma melhor assimilação de informações, propiciando o aprendizado e a memória.

Além disso, a prática dessa dieta, segundo este importante estudo publicado no site científico de grande relevância The American Journal of Clinical Nutrition, está ligada à diminuição de doenças cardiovasculares, câncer e ainda no tratamento de diabetes.

Para fortalecer ainda mais essa tese, estudos produzidos pela Universidade do Sul da Califórnia comprovaram que o jejum, além de defender nosso sistema imune, também é capaz de regenerá-lo.

No período em que passamos em jejum, nosso corpo passa a poupar energia, logo, ele acaba “eliminando” algumas células imunes ultrapassadas que não estão mais trabalhando corretamente.

Depois de eliminar células mortas do nosso organismo, quando a gente se alimenta novamente, cria-se outras células imunes, novinhas em folha.

Resumindo, o jejum acaba fazendo uma “limpeza celular” no organismo, eliminando as velhas e criando, a partir das células tronco, novas células, prontinhas para turbinar o funcionamento do nosso corpo, capazes até de restaurar nosso DNA.

Segundo o neurocientista, todas essas alterações no nosso organismo e cérebro são capazes de prolongar nossa vida e ainda retardar ou impedir o surgimento de doenças degenerativas, como o Alzheimeir e o Parkinson, por exemplo.

“Desafios para o cérebro, seja por jejum intermitente ou exercício vigoroso… é um desafio cognitivo. Quando isso acontece circuitos neurais são ativados, níveis de fatores neurotróficos aumentam, e isso promove o crescimento de neurônios e a formação e fortalecimento das sinapses. Nós não poderíamos prever que o jejum prolongado poderia ter um efeito tão impressionante na promoção de regeneração baseada em célula tronco” – revelou Mark Mattson.

 

Então, por qual motivo foi difundido o Mito de comer de 3 em 3 horas?

É muito simples a resposta, é bom para os negócios!

A indústria farmacêutica e a indústria alimentícia não pouparam esforços para que essa informação se tornasse conhecida. Se as pessoas soubessem dos benefícios de praticar o jejum, todo capital que gira em torno da alimentação sofreria danos. Ou seja, muitos empresários do ramo alimentício perderiam dinheiro. Muito dinheiro.

Reflita um pouco: imagine se as pessoas que sofrem com essas doenças citadas, como as cardiovasculares, diabetes ou doenças degenerativas, tivessem o conhecimento de que uma simples mudança alimentar pode tratar vários males e proporcionar grandes benefícios. Provavelmente elas iriam menos ou até mesmo nunca à farmácia, logo a indústria farmacêutica perderia dinheiro.

Sem contar que esse esquema de comer de 3 em 3 horas, faz o consumo de comidas rápidas aumentar significativamente. Sem esse sistema, a indústria alimentícia ficaria sem uma grande parcela do mercado.

Vários especialistas questionam a veracidade das pesquisas científicas patrocinadas justamente por essas indústrias. Mark Mattson afirma categoricamente que os resultados sobre os benefícios de comer de 3 em 3 horas estão na lista de estudos duvidosos. O indispensável documentário “What The Health“, disponível na Netflix, detalha minuciosamente como esse financiamento funciona – vale a pena assistir!

Quero deixar claro aos céticos que não faltam estudos e especialistas recomendando o jejum. Se ficou com desejo de começar esse novo “estilo de vida”, é preciso ser responsável. Em hipótese inicie o jejum intermitente sem a supervisão de um “bom nutricionista”.

Veja abaixo a palestra completa de Mark Mattson (Não se esqueça de ativar a legenda em português)

 

 

Afinal Jejum Intermitente faz perder massa magra?

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